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Os níveis do Ethena Pay Card

A Ethena Pay publica a economia dos seus três níveis com um detalhe incomum: cada faixa de reembolso, cada teto do rendimento sobre o saldo. O que não publica é como chegar a dois deles. Para quem está a avaliar o cartão, a via de entrada decide qual conjunto de números vale.

A lista de espera é o único ponto de entrada documentado

A Ethena Pay descreve a entrada por lista de espera, e o FAQ informa que o Spend Card está ativo em 48 países, é oferecido apenas a pessoas não norte-americanas e exige registo a partir dos 18 anos. A aplicação saiu no iOS, com Android descrito como questão de semanas e o suporte para Estados Unidos e União Europeia previsto no plano de desenvolvimento.

Esse limite vem antes de qualquer pergunta sobre níveis. Quem vive nos Estados Unidos não alcança nem o Standard, muito menos o Pro. Os restantes começam no Standard, que é gratuito.

O Pro é desbloqueado por uma subscrição cujo preço a Ethena não publicou

A página do produto apresenta o Pro como disponível por subscrição ou indicações. Essa subscrição não tem preço publicado: nem na página do produto, nem no FAQ, nem nas condições do cartão.

A lacuna pesa mais do que parece, porque o valor do Pro pode ser calculado e o custo não.

Em relação ao Standard, o Pro sobe a primeira faixa de reembolso de 4% para 4,5% e alarga-a de 2.500 para 8.000 dólares de gasto mensal. Com 2.500 dólares de gasto, essa diferença dá 12,50 dólares por mês. Acima disso aumenta, porque o Standard cai para 1% e acima de 4.000 dólares não paga nada.

O lado do saldo mexe-se mais. O Standard rende até 5% ao ano sobre no máximo 5.000 dólares, ou 20,83 dólares por mês. O Pro rende até 6% sobre no máximo 15.000 dólares, ou 75 dólares por mês. A diferença vale 54,17 dólares mensais, mas só para quem de facto mantém 15.000 dólares na conta, porque o teto se aplica ao saldo coberto pelo rendimento e não ao saldo que a conta chega a ter.

A vantagem do Pro sobre o Standard fica então em cerca de 67 dólares por mês para quem gasta 2.500 e mantém 15.000, e em cerca de 17 dólares por mês para o mesmo gasto com 5.000 de saldo. O preço da subscrição tem de ficar abaixo do número que descreve a própria conta para a subida de nível compensar alguma coisa.

As indicações são a outra via declarada, e não custam nada além de ter gente para indicar.

O VIP não tem via declarada

A Ethena não publicou em lado nenhum como se chega ao VIP, nem na página do produto, nem no FAQ, nem nas condições do cartão. É o nível com os tetos mais altos — 5% sobre os primeiros 20.000 dólares de gasto mensal e 6% sobre saldos de até 50.000 — sem forma publicada de se qualificar.

Isso deixa os números do VIP inúteis para planeamento. Um nível alcançável apenas por um processo não divulgado não pode pesar na decisão de abrir a conta.

A ordem que poupa tempo é olhar primeiro para a lista de países, porque ela elimina mais gente do que qualquer outra condição, e depois tratar os tetos do Standard como as condições reais, já que o Standard é o único nível com via de entrada documentada. Onde as faixas de reembolso de cada nível param é a aritmética por trás desses tetos.

Fontes: Ethena Pay, FAQ da Ethena Pay e apresentação da Ethena Pay.

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